O mercado internacional do açúcar segue atento às condições climáticas e aos impactos na oferta global da commodity. Embora as cotações na Bolsa de Nova York oscilem sem uma direção definida, o cenário continua sustentado pelas incertezas relacionadas ao clima, especialmente na Ásia.
Na Índia, um dos maiores produtores mundiais de açúcar, as chuvas das monções estão aproximadamente 40% abaixo da média histórica, aumentando a preocupação com o desenvolvimento das lavouras e com o potencial produtivo da próxima safra. Esse cenário reforça a expectativa de uma oferta global mais restrita, fator que tem dado suporte às cotações internacionais.
No mercado brasileiro, o Indicador Cepea registrou valorização do açúcar cristal, que passou a ser negociado a R$ 93,59 por saca no mercado spot paulista. A alta foi influenciada pelas chuvas que interromperam temporariamente as operações de colheita e transporte da cana-de-açúcar em algumas regiões produtoras.
Outro fator que contribuiu para a valorização foi a estratégia adotada por diversas usinas, que têm direcionado uma parcela maior da matéria-prima para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar no mercado e fortalecendo os preços.
Especialistas seguem acompanhando as condições climáticas nos principais países produtores e a evolução da safra brasileira, fatores que deverão continuar influenciando o comportamento dos preços nas próximas semanas.